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Eu, mãe

Hoje para não variar, quero falar das minhas filhas.
Que me tornaram a mãe que sou. Nem boa, nem má, apenas como sou.
Quero aqui dizer que tenho as filhas com que nem sequer nunca sonhei. Não me atreveria.
Nunca imaginei ter filhas tão maravilhosas.  É verdade!
Nas suas qualidades e nos seus defeitos, pois são humanas como toda a gente!
Mas, até dos seus defeitos eu retiro coisas boas, pois é assim que elas aprendem a ser melhores.
A lutarem pelo que é preciso, a transporem obstáculos, a nunca desistirem e a saberem que podem errar,  mas só uma vez (de preferencia).
Gostei muito de assistir aos vossos primeiros passos, que foram todas antes de fazerem um ano :)
Aos três já se aguentavam em cima de um par de patins (é verdade), aprendiam a nadar, aos quatro ou cinco já andavam em bicicletas sem rodinhas, já faziam ballet, adoravam andar de baloiço e brincarem no parque, e depois começou o karaté, o hip hop, o tenis e o voleibol (queriam sempre experimentar tudo), etc...
E a praia? O que dizer da praia? Que se fosse possível tinham nascido lá, ao pé do mar da cor dos vossos olhos, que é a nossa paixão, que podíamos viver lá, verão ou inverno, em cima do mar.
E falar da nossa outra paixão em comum, os animais. Sim que é a herança maior que vos deixo.
 O amor pela natureza e o respeito por todos os seres vivos. TODOS!
E o gosto pelo sol, e pela chuva, e pela terra.
Adorei ensinar-vos a guiar, nunca mais esqueço...hahhaha, a primeira vez que pegaram num volante sozinhas, foi inesquecível...
E o bichinho das motas...esse é que acho que me arrependo um bocadinho, pois fico sempre tão preocupada.
Todas fazem parte de mim e são um complemento uma das outras.
 Cada uma, e todas juntas são o conjunto de tudo o que sou, o que sei fazer, e do que vos ensinei desde que  nasceram. E depois com as vossas personalidades completaram e aperfeiçoaram o meu e o vosso  mundo. 
E tornam-no sempre, mas sempre melhor.

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